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XRP da Ripple Sofre Queda Acentuada e Quebra Barreira dos 3 Dólares

A criptomoeda XRP da Ripple volta a ser o centro das atenções no mercado por razões negativas. O ativo digital registou uma queda superior a 5% esta terça-feira, chegando a negociar nos 2,97 dólares no início da sessão de Nova Iorque. Esta desvalorização acentuou as perdas para mais de 9% na última semana e aproxima-se de uma correção de 19% desde o seu pico de 3,6556 dólares, alcançado no mês passado.

Embora o XRP tenha conseguido recuperar ligeiramente, negociando a 3,08 dólares na manhã de quarta-feira (horário local), o episódio revela uma rápida deterioração do sentimento dos investidores, que se mostrava otimista após a conclusão da disputa legal entre a Ripple e a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) no início do mês.

Movimentação de Fundos Gera Incerteza no Mercado

A principal causa para a recente instabilidade parece estar ligada a uma significativa transferência de tokens associada a Chris Larsen, cofundador da Ripple. Segundo a publicação especializada em criptomoedas Finbold, desde o dia 17 do mês passado, foram transferidos cerca de 50 milhões de XRP (aproximadamente 140 milhões de dólares) de uma carteira pertencente a Larsen para uma plataforma de negociação (exchange).

Embora não existam provas concretas de uma venda, a simples movimentação desta magnitude foi suficiente para gerar um clima de incerteza. A carteira de Larsen ainda detém aproximadamente 2,5 mil milhões de XRP (cerca de 7,4 mil milhões de dólares), e novas transferências poderiam intensificar a pressão vendedora. De facto, o momento desta movimentação de fundos coincide quase perfeitamente com a queda do XRP de 3,38 dólares para valores abaixo dos 3 dólares. Historicamente, a entrada de grandes volumes de ativos detidos por “baleias” (grandes detentores) nas exchanges tende a preceder quedas de preço, uma vez que os traders interpretam o movimento como um sinal de venda iminente e agem de forma preventiva.

Análise Técnica e Próximos Níveis de Suporte

Especialistas apontam que o XRP enfrenta atualmente uma “tripla ameaça”: a pressão psicológica causada pelas transações de grandes detentores, a fragilidade técnica após a quebra de um nível de suporte crucial e a fuga de capital institucional para ativos considerados mais seguros, como o Bitcoin. O nível de 3 dólares era visto como um importante suporte psicológico e técnico.

De acordo com o analista de dados on-chain Ali Martinez, se o XRP não conseguir recuperar e manter-se acima dos 3 dólares, a probabilidade de uma queda mais acentuada aumenta. A análise técnica sugere que os próximos níveis de suporte se encontram na média móvel simples de 50 dias (2,94 dólares) e nos 2,72 dólares. Se estes níveis não se sustentarem, as quedas poderiam estender-se até à média móvel de 100 dias (2,60 dólares) e de 200 dias (2,45 dólares). Num cenário mais pessimista, o ativo poderia recuar até aos 2,24 dólares, o ponto de partida da sua subida em julho.

Dados da plataforma TradingView confirmam a fraqueza do mercado, mostrando que o XRP quebrou um padrão de triângulo simétrico em baixa. Além disso, o Índice de Força Relativa (RSI) caiu de 61 para 45, indicando um enfraquecimento da força compradora, enquanto a análise do Cumulative Volume Delta (CVD) revela que as ordens de venda dominam o mercado desde o dia 28 do mês passado.

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Ouro: Análise Técnica Aponta para Recuperação e Incerteza

O preço do ouro demonstra sinais mistos nos mercados, com uma recuperação notável nos contratos de futuros, enquanto a análise técnica do mercado à vista (spot) sugere um potencial agravamento das condições. Os investidores mantêm-se atentos aos níveis de suporte críticos que poderão ditar a trajetória do metal precioso a curto prazo.

Recuperação Matinal dos Contratos de Futuros

Na manhã de hoje, o contrato de futuros do ouro com vencimento em dezembro de 2025 registou uma recuperação, encontrando um importante suporte na zona dos 3.360-3.370 dólares. Este nível conseguiu travar o movimento de correção que se seguiu à atualização dos máximos históricos no passado dia 8 de agosto. Apesar desta reação positiva, o cenário técnico geral permanece construtivo, embora uma eventual quebra deste suporte pudesse introduzir um primeiro sinal de fragilidade na tendência de alta.

Análise Técnica e Sinais de Alerta

Apesar da recuperação, vários indicadores técnicos começam a apontar para uma possível inversão. Os indicadores de tendência já se encontram em posição de venda (“short”), enquanto o indicador Estocástico atingiu a zona de sobrevenda, sinalizando que a pressão vendedora pode estar a esgotar-se. Adicionalmente, o RSI (Índice de Força Relativa) aproxima-se perigosamente da linha dos 50 pontos, cuja quebra reforçaria o sentimento negativo. No mercado à vista, o fecho de ontem, 17 de agosto, foi praticamente neutro (-0,03%), mas o panorama técnico geral mostra sinais de deterioração.

Perspetivas e Níveis-Chave a Vigiar

Para as próximas sessões, a perspetiva é de cautela. Um sinal claro de inversão de tendência apenas ocorreria com uma quebra consolidada do suporte fundamental entre os 3.260 e os 3.270 dólares. No que toca a movimentos de alta, a primeira área de resistência para o mercado à vista situa-se nos 3.348,3 dólares. A análise sugere que, caso a pressão vendedora se intensifique, poderemos assistir a um novo impulso de baixa, com um alvo provável em torno dos 3.322,5 dólares. A área de suporte imediato a ter em conta fixa-se nos 3.328,9 dólares.

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Líder da Intel ganha novo fôlego após reunião com Trump: CEO mantém apoio e ações disparam

Reunião estratégica muda o rumo da narrativa

O presidente Donald Trump parece ter revisto a sua posição sobre o CEO da Intel, Lip-Bu Tan. Depois de ter exigido a sua demissão na semana passada, Trump publicou na sua rede Truth Social que teve um encontro com Tan, acompanhado do Secretário do Comércio, Howard Lutnick, e do Secretário do Tesouro, Scott Bessent. Embora não tenha entrado em detalhes sobre a reunião, descreveu o encontro como “muito interessante”, acrescentando: “O seu sucesso e ascensão são uma história incrível”.

Este reconhecimento marca uma mudança significativa, tendo em conta que Trump anteriormente afirmou que Tan estava “altamente em conflito” por causa de investimentos em centenas de empresas chinesas, algumas alegadamente ligadas ao exército chinês, segundo a Reuters. Agora, o tom do presidente é conciliador: “O Sr. Tan e os membros do meu gabinete vão trabalhar juntos e apresentar sugestões na próxima semana”.

Tan defende-se e Intel responde às críticas

Em resposta às críticas, Tan dirigiu uma carta aos funcionários da Intel, afirmando que havia “muita desinformação” sobre os cargos que ocupou no passado. “Quero ser absolutamente claro… Sempre atuei dentro dos mais elevados padrões legais e éticos”, escreveu, segundo o Financial Times. A Intel, por sua vez, informou que estava a colaborar com a Casa Branca para esclarecer todos os pontos e assegurar que a verdade seja conhecida.

As acusações contra Tan surgiram após uma carta enviada pelo senador republicano Tom Cotton, chefe da Comissão de Inteligência do Senado, que questionava a segurança das operações da Intel devido às ligações de Tan com empresas chinesas através da sua firma de capital de risco, a Walden International.

Ações da Intel sobem após reaproximação com Trump

A mudança de postura por parte de Trump teve impacto imediato nos mercados. As ações da Intel subiram mais de 3% nas negociações de pré-mercado desta terça-feira, após o anúncio do encontro entre Tan e o presidente. A própria Intel confirmou a reunião e classificou-a como “franca e construtiva”, destacando o compromisso da empresa em fortalecer a liderança tecnológica e de fabrico dos EUA.

Na segunda-feira, as ações da empresa já tinham valorizado 3,5%, impulsionadas pelos rumores de que a reunião teria lugar.

Fontes citadas pelo Wall Street Journal indicaram que Tan procurava explicar a sua trajetória pessoal e profissional a Trump, além de apresentar propostas de cooperação entre a Intel e o governo norte-americano.

Reestruturação interna e aposta na produção nacional

Desde que assumiu a liderança da Intel, em março, após a saída de Pat Gelsinger, Tan tem promovido um plano de corte de custos agressivo, com o objetivo de reduzir a força de trabalho em 22% até ao final do ano. A empresa tem enfrentado dificuldades para competir no setor de fabrico de chips, especialmente face à Taiwan Semiconductor, além de perder quota no segmento tradicional de processadores para computadores.

Tan também alertou os investidores de que, caso não consiga garantir um grande cliente, poderá abandonar o desenvolvimento da sua tecnologia de fabrico de próxima geração. Ainda assim, a Intel reiterou o seu alinhamento com a agenda “America First” do presidente Trump, com investimentos robustos na produção de semicondutores em solo americano.

Um CEO sob pressão, mas ainda com capital político

Apesar da pressão política, a Intel tenta reforçar a sua posição como um pilar estratégico da indústria tecnológica americana. A reconciliação entre Trump e Tan representa não só uma vitória para o CEO, mas também um sinal de que a empresa continua a desempenhar um papel central nos planos de soberania tecnológica dos EUA. Com as conversas entre Tan e o governo a avançarem, a Intel poderá emergir mais forte — tanto no mercado como na política.

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Setor dos smartphones recondicionados enfrenta falta de mão de obra qualificada, alerta a Swappie

A Swappie, empresa especializada na venda de smartphones recondicionados, lançou um alerta sobre os desafios enfrentados pelo setor, destacando a escassez de profissionais qualificados e o domínio dos fabricantes originais como obstáculos ao crescimento do mercado.

Num relatório recentemente divulgado, intitulado White Paper, a empresa identifica dois grandes entraves ao desenvolvimento do setor. O primeiro prende-se com a forte concentração de poder nas mãos dos fabricantes originais, que controlam o acesso a componentes e a manuais de reparação. Esta limitação, segundo a Swappie, impede que outras empresas possam operar em igualdade de condições e inibe a concorrência.

O segundo desafio diz respeito à falta de mão de obra especializada. A empresa salienta a urgência de criar mais programas de formação técnica na área da reparação de dispositivos, bem como de adotar políticas de imigração estratégicas que ajudem a colmatar esta lacuna no mercado de trabalho.

A Swappie sublinha ainda a importância de uma melhor aplicação das regras do IVA marginal, um regime fiscal específico para bens em segunda mão, como forma de prevenir fraudes fiscais e tornar o mercado mais transparente e eficiente.

Para além das questões estruturais, a empresa também chama a atenção para o impacto ambiental da indústria dos smartphones. Segundo os dados do relatório, cerca de 85% da pegada de carbono de um telemóvel corresponde à sua produção inicial, representando cerca de 80 kg de emissões de dióxido de carbono por unidade.

Neste contexto, a Swappie defende que a compra de equipamentos recondicionados constitui uma alternativa mais sustentável. A empresa estima que a aquisição de um smartphone recondicionado reduz as emissões em até 78%, contribuindo significativamente para a diminuição do impacto ambiental da tecnologia.

Com estes dados, a Swappie pretende promover uma reflexão sobre as práticas atuais do setor e apelar à criação de políticas que favoreçam a economia circular, a inclusão de mão de obra qualificada e a proteção do meio ambiente.

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HSBC Retira-se do Negócio de Cartões de Crédito na China Após Dificuldades de Expansão

O HSBC, um dos maiores bancos globais com enfoque na Ásia, está a abandonar o seu negócio de cartões de crédito na China, apenas oito anos após o lançamento deste serviço. Fontes próximas ao assunto indicam que a decisão foi impulsionada pelas dificuldades em tornar esta operação lucrativa no segundo maior mercado mundial, além de enfrentar desafios regulatórios e uma concorrência feroz.

Encerramento Após Tentativas Frustradas de Venda

De acordo com três fontes com conhecimento directo do processo, o banco suspendeu a emissão de novos cartões e está a trabalhar no encerramento gradual do serviço oferecido à maior parte dos clientes locais na China continental. Duas destas fontes confirmaram que o encerramento foi precedido por tentativas falhadas de vender esta unidade de negócios.

Embora os planos ainda estejam a ser finalizados, uma das fontes afirmou que o HSBC poderá manter os cartões de crédito disponíveis apenas para um pequeno segmento de clientes “premium”. Por outro lado, clientes que utilizam apenas os cartões de crédito, sem aceder a outros serviços bancários do HSBC, não poderão renovar os seus cartões após o prazo de validade expirar. Este grupo representa uma fatia significativa dos utilizadores do banco na China.

Dificuldades no Crescimento no Mercado Chinês

Esta decisão, que ainda não foi oficialmente anunciada, sublinha os desafios enfrentados pelo HSBC na expansão da sua presença na China. Apesar do compromisso estratégico do banco em reforçar as suas operações na Ásia, a expansão no mercado chinês revelou-se particularmente complexa. “Continuamos a oferecer serviços de cartões de crédito focados em viagens internacionais e benefícios exclusivos de estilo de vida como parte dos nossos serviços Premier e de Private Banking na China continental”, declarou um porta-voz do banco, sem fornecer mais detalhes.

A retirada do negócio representa uma mudança na estratégia inicial do HSBC, que lançou os cartões de crédito na China em 2016 como parte de uma iniciativa para expandir os serviços de banca de retalho e gestão de fortunas na região. No pico, em Setembro de 2019, o banco contava com cerca de um milhão de utilizadores de cartões de crédito na China. Contudo, o crescimento estagnou durante a pandemia de COVID-19, quando os rígidos confinamentos no país prejudicaram as transacções.

Queda no Mercado de Cartões e Competição Intensa

O mercado chinês de cartões de crédito, que atingiu um máximo de 800 milhões de cartões emitidos em 2021, caiu para 767 milhões em 2023, de acordo com dados da Insight & Info Consulting. Paralelamente, os consumidores chineses têm restringido os seus gastos, face ao abrandamento económico, o que contrai ainda mais o mercado.

Além das mudanças no comportamento dos consumidores, o HSBC enfrentou desafios únicos no mercado chinês, como regulamentações rigorosas sobre taxas de juro e gestão de incumprimentos, elevados custos de aquisição de clientes e riscos de fraude. As plataformas digitais chinesas, que oferecem empréstimos ao consumidor a custos significativamente mais baixos, também se tornaram concorrentes difíceis para os bancos estrangeiros.

Actualmente, apenas um pequeno número de bancos estrangeiros, como o Standard Chartered e o Bank of East Asia, ainda oferece serviços de cartões de crédito na China.

Reavaliação Estratégica no País

O HSBC está também a rever os custos e os controlos operacionais da sua unidade de gestão de fortunas digitais na China, conhecida como Pinnacle, numa medida que pode resultar em despedimentos. Apesar de o grupo obter grande parte das suas receitas na região da Grande China, que inclui Hong Kong e Taiwan, a China continental é o único mercado global onde a unidade de banca de retalho e gestão de fortunas ainda não é lucrativa.

Com esta retirada, o HSBC parece procurar concentrar-se em áreas mais rentáveis e abordar de forma mais estratégica os desafios que o mercado chinês impõe.

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Aumento nos Preços dos Combustíveis Previsto para a Próxima Semana

A partir da próxima segunda-feira, os consumidores portugueses devem se preparar para um aumento nos preços dos combustíveis. Tanto a gasolina quanto o gasóleo estão previstos para subir cerca de 3 cêntimos por litro, segundo estimativas apresentadas pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), que analisou dados de fontes da indústria.

O aumento é justificado por várias razões, incluindo as flutuações no mercado internacional de petróleo e as pressões inflacionárias que afetam a economia global. Esses fatores têm impacto direto nos custos de produção e transporte de combustíveis, que acabam por se refletir nos preços ao consumidor. Em Portugal, tal aumento pode pesar no orçamento de muitas famílias, sobretudo àquelas que dependem do automóvel para o dia a dia.

O ACP alerta, no entanto, que as previsões para o preço dos combustíveis ainda podem sofrer alterações até o início da semana, dependendo da evolução do mercado até lá. Os preços finais variam entre os postos de abastecimento e podem refletir também a margem de lucro de cada distribuidora, além das políticas locais de impostos sobre combustíveis.

A decisão de ajustar os preços reflete um panorama mais amplo, onde se observa um aumento constante na procura global por combustíveis, ao mesmo tempo que ocorrem restrições na oferta. Alguns especialistas apontam que a estabilidade do preço do petróleo está ameaçada pelas políticas de corte na produção, adotadas por países exportadores, o que pode manter a tendência de alta nas bombas de combustível.

Os condutores são aconselhados a monitorar os preços nos seus postos de abastecimento habituais, onde podem ocorrer pequenas variações, e a considerar alternativas para economizar combustível, como o uso de transportes públicos ou a partilha de viagens em deslocações diárias. A ACP reforça a importância de verificar o preço no próprio posto de abastecimento antes de encher o tanque, para evitar surpresas desagradáveis no momento do pagamento.

Além disso, a questão do aumento nos preços dos combustíveis reacende o debate sobre a necessidade de Portugal avançar com uma política energética que reduza a dependência de combustíveis fósseis. Muitos especialistas defendem um maior investimento em energias renováveis e em políticas de incentivo para veículos elétricos e híbridos, como forma de mitigar os impactos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo.

Essas mudanças, no entanto, exigem planejamento a longo prazo e dependem de incentivos governamentais e do engajamento da sociedade. A transição energética é vista como um dos caminhos para garantir uma maior estabilidade nos custos energéticos e, ao mesmo tempo, contribuir para a redução das emissões de carbono, alinhando-se às metas climáticas da União Europeia.

Enquanto o país enfrenta mais uma onda de aumento nos combustíveis, o impacto econômico é sentido não apenas pelos consumidores individuais, mas também pelas empresas que dependem do transporte para suas operações diárias. Esse aumento poderá refletir-se nos preços dos produtos e serviços, criando uma cadeia de repercussões em diferentes setores da economia.

Apesar das previsões, ainda há esperança de que os preços se estabilizem nas próximas semanas, caso o mercado internacional reaja a favor dos consumidores. Até lá, muitos portugueses já consideram alternativas para minimizar o impacto desses aumentos, desde mudanças no uso do veículo até o planejamento de viagens de forma mais econômica.

A ACP seguirá monitorizando a situação e informará sobre quaisquer novas variações nos preços dos combustíveis, mantendo os consumidores atualizados sobre possíveis alterações