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19/10/2013 | Artigos

OCS, um segmento pleno de oportunidades

Hostel Vending Portugal




 
Hostelvending.com.pt

Hoje, é possível tomar café nas mais variadas esferas da atividade humana, seja no trabalho, no lar ou até mesmo na rua. 

Num país onde o consumo de café possui uma forte tradição, são múltiplas as modalidades que se conhecem de o ingerir.

É possível verificar, desde há alguns anos, que empresas de média e grande dimensão têm criado áreas ou recintos específicos nas suas instalações para o consumo de bebidas quentes, com a finalidade de proporcionar maior satisfação e conforto aos seus funcionários. 

De muito relevante, as mais recentes investigações confirmam o impacto positivo da implementação de serviços de café, traduzindo-se na melhoria da produtividade e rentabilidade laborais, acrescida de importantes benefícios sociais.

Muitas são as razões que explicam a crescente popularidade daqueles espaços. Os custos reduzidos do café, aliados à facilidade e conveniência na preparação da bebida, têm sido fatores absolutamente determinantes para o crescimento do negócio OCS.

Para as empresas que dispõem destes serviços, oferecer café aos seus colaboradores é sinónimo de valor acrescentado, porque evita que os mesmos se ausentem para ir tomar café ao exterior. 

Com uma oferta de opções mais diversificada e de melhor qualidade, o termo "coffee break" readquiriu um novo significado. O hábito de fazer uma pausa para café durante a jornada de trabalho está muito enraizada na sociedade portuguesa, fazendo parte integrante do quotidiano das pessoas. 

A pausa para café é, sem dúvida, uma ocasião propícia à reposição de energia e hidratação, mas também à obtenção de um estímulo adicional e boa disposição para enfrentar o restante da jornada laboral. 

A atual oferta do OCS em nada se assemelha à do passado. Por toda a parte, descobrimos novas opções e variedades de bebidas (cappuccino, chocolate, espresso, infusões), com as alternativas biológicas, premium e gourmet a assumirem especial relevo nas preferências dos consumidores.

Uma das particularidades mais visíveis deste serviço é a inclusão de serviços complementares. Para que nenhuma necessidade fique por satisfazer, é frequente observarmos, na maioria dos espaços, a combinação entre as duas bebidas de maior consumo: o café e a água. Os colaboradores que pretendem desfrutar de um copo de água refrescante têm à disposição modelos diversos de dispensadores de água. 

Em complemento, os equipamentos de preparação tornaram-se mais eficientes, produzindo melhores resultados. Sem comprometer o desempenho esperado, diversas máquinas dispõem da função 'one touch', assegurando uma perfeita conformidade com as exigências do Office.

Como é possível constatar ainda, os espaços que albergam serviços de OCS são geradores de networking, onde novas ideias e conceitos se debatem, a colaboração se enraíza e as relações interpessoais se consolidam.

No entanto, não devemos ignorar que os locais de trabalho evoluíram e que o contexto económico, com todas as contrariedades que trouxe, obrigou as empresas a efetuar restruturações inevitáveis, a maioria delas dirigida à contenção de despesas/custos. 

Devido aos orçamentos mais reduzidos e apertados de que dispõem, os empregadores ora abdicam destes serviços, ora buscam alternativas que sejam mais acessíveis e viáveis. 

Perante estas circunstâncias, os profissionais do setor são levados a reconsiderar o seu método de comercialização, abordagem e fórmula de distribuição, etc. 

Atendendo, de modo especial, ao atual cenário económico, é comum os empregadores privilegiarem o preço como uma das variáveis mais decisivas nas escolhas que fazem. Assim sendo, compete aos profissionais do OCS a tarefa de realçar as vantagens de implementar este tipo de serviço, procurando descobrir as necessidades e especificidade de cada local, mas também apresentando soluções personalizadas capazes de atender às mais díspares necessidades e orçamentos.

Dar uma resposta à medida das necessidades e possibilidades dos empregadores é, na verdade, um dos principais desafios que se colocam aos agentes desta atividade. 

Dependendo de cada situação em concreto, os operadores do OCS veem-se na necessidade de rever e atualizar as suas estratégias em função das novas necessidades e carências dos clientes. 

Num mercado cada vez mais competitivo, o segredo do sucesso passa por oferecer métodos mais convenientes, bem como produtos de qualidade aos preços mais acessíveis. 

Mas se o atual cenário económico impõe inúmeros desafios e dificuldades, não é menos verdade que persistem inúmeras oportunidades por explorar dentro deste segmento. Se o investimento que o serviço OCS implica pode levar-nos a reconsiderar na altura de o instalar, as vantagens que dele resultam superam largamente os custos iniciais.  

Avelino Costa, sócio-gerente da JP Vending, desvenda as principais razões para se possuir nas empresas um serviço de OCS, assente na "colocação de pequenas máquinas de café/multisserviços em pequenas e médias empresas". 

Com a oferta de café nas empresas, "o empregado perde menos tempo para beber um café do que se tiver de se deslocar fora da empresa", esclarece ele. A isto acrescem os custos mais reduzidos: "o custo do café é mais reduzido se a empresa optar por este conceito, o que faz com que o empregado tenha uma poupança no seu orçamento familiar superior".

Ainda no mesmo plano, Adriano Monteiro, gerente da Team Coffee, enumera, de forma exaustiva, as razões para ter café. Como "unificador e motivador", o "ato de ir tomar café é importantíssimo, junta os funcionários em redor da máquina do café, unifica, estreita relações, cria laços, faz com que todos estejam na empresa mais empenhados". 

Para confirmar o quão enraizado está o consumo de café na cultura portuguesa, Adriano Monteiro reconhece que o tomar café "é desculpa para tudo, para conversas de todo o género, para uma reunião, para um 'sermão', para selar um contrato, para tentar abrir as portas a uma oportunidade de negócio ou de outro género". Considerando que o ""vamos tomar um café" é o mote para tudo na nossa cultura, então isto tem de ser cada vez mais acompanhado pelas empresas e não ignorado. Esta é a mentalidade que incutimos tanto aos nossos comerciais como aos nossos agentes Febica". 

Na descrição dos motivos mais significativos para ter café nas empresas, Carlos Silva, gerente da Play Coffee, destaca "a comodidade, preço, serviço e imagem". Especificando: "É cómodo ter um café sempre que se deseja, a meio de uma conversa, reunião e até numa pausa. Nem todas as empresas se situam em locais com cafés nas proximidades e, hoje, perdeu-se o hábito de sair da empresa para tomar café. Além disto, o preço do OCS equivale, em média, a 50% do café no exterior. Adicionalmente, é também uma questão de imagem poder oferecer um café a quem visita as empresas. Além de ser agradável, serve como uma forma de iniciar uma conversa com um interlocutor com quem não se tem nenhuma relação".

Para compreender o que se entende por OCS, Adriano Monteiro define-o assim: "um segmento de mercado ainda em crescimento". Trata-se de "um serviço que consiste em ceder, em regime de comodato (gratuitamente), equipamentos para o consumo de café, estando as empresas livres de encargos de reparações, requisição de máquinas de substituição, do incómodo de terem de deslocar funcionários para resolver qualquer uma dessas situações, bem como da compra do café". 

Pela voz de Carlos Silva, a Play Coffee apresenta esta definição de OCS: "O OCS define-se como um serviço completo de café, em que a empresa suporta o seu custo. Normalmente, são empresas que têm por hábito oferecer café a clientes e colaboradores. Através do OCS, podem fazê-lo de uma forma mais profissional e com menos investimento. Pelo facto de as empresas oferecerem o café, os equipamentos necessários são mais baratos, pois não têm de incorporar sistemas de moedeiros, o que leva a que o café seja também mais barato". 

Relativamente às vantagens que traz para os clientes, este serviço proporciona "uma maior rentabilidade da mão-de-obra, pois eles não precisam de dispor de muito tempo para que o empregado se possa deslocar até um café para tomar o seu café do dia, significando um estímulo para o funcionário, que verifica que a empresa, ao oferecer este tipo de serviço, se preocupa com o seu bem estar no local de trabalho", confessa Avelino Costa, da JP Vending.

Com um discurso idêntico, Adriano Monteiro, da Team Coffee, inclui no rol de vantagens o facto de permitir que os "funcionários não se ausentem da empresa para tomar café e assim estarem mais disponíveis". 

Ainda sobre as vantagens deste serviço, Carlos Silva adianta: "As empresas, ao aderirem ao OCS, entregam esse serviço a um preço vantajoso, sem investimento em equipamentos, bem como na sua manutenção. Acaba-se com a velha história de 'não há café, não há copos, não há açúcar'. A empresa que presta o serviço passa a ser a responsável por tudo isso. Não há quebras no serviço resultantes de avarias na máquina ou do funcionamento incorreto, pois essa responsabilidade passa para o OCS".

A fim de tornar este serviço mais apelativo e abrangente, Avelino Costa, da JP Vending, sugere a necessidade de oferecer "um portefólio com mais produtos associados ao café, para que o cliente tenha mais opções e consiga, assim, reunir um serviço que vá ao encontro de todas as necessidades dos seus colaboradores". 

Em analogia com a recomendação anterior, Adriano Monteiro reitera também a importância de uma oferta mais ampla: "O mercado pede logicamente algumas inovações e nós estamos atentos a isso, de tal forma que, no caso do OCS, temos cápsulas de vários chás Febica, chocolate, Cappuccino, café com leite, vários lotes de café e descafeinado. Além disto, máquinas com várias funcionalidades constituem uma mais-valia para os operadores". 

Segundo Carlos Silva, "O OCS já se encontra bastante completo". No entanto, não se coíbe de fazer esta advertência: "penso que deve continuar a haver um investimento a nível dos equipamentos, tanto a nível estético como técnico, pois é importante que estas máquinas se aproximem, cada vez mais, do sempre comparável café de rua".

Apesar dos efeitos da atual crise económica sobre o desempenho do ramo, este negócio continua repleto de oportunidades. 

Atendendo ao atual cenário de crise, onde prevalece a necessidade de redução de custos, "este serviço de OCS proporciona aos clientes uma poupança substancial no custo do café de aproximadamente 50%, por comparação com os cafés tradicionais, com um produto de elevada qualidade", enfatiza o responsável da JP Vending, para quem esta é uma razão muito válida para "uma procura maior deste serviço".

Em contraste com as opiniões mais pessimistas, fortemente influenciadas pela conjuntura de retração económica, Adriano Monteiro admite: "O consumo de café vai aumentar nos próximos anos. Em litros de café per capita, somos um país com pouco consumo, havendo países com consumos muito superiores ao nosso". 

Independentemente ou não da crise, este responsável é da opinião de que "O consumo iria aumentar de qualquer maneira". Mas, curiosamente, este interlocutor chega a assinalar o efeito favorável da crise sobre o progresso do OCS: "a crise até veio ajudar mesmo o OCS, porque, cada vez mais, as pessoas optam por tomar café na empresa e não na pastelaria da sua rua, o que é compreensível, porque, mesmo nos casos em que o pagam, o valor será muito inferior".   

Carlos Silva destaca os mesmos efeitos ambivalentes da conjuntura: "A crise, por um lado, retira poder de compra, mas, por outro, leva as pessoas a procurarem alternativas mais económicas. O OCS permite ter um café a menos de 50% do preço do de rua. É um facto que também há empresas que ofereciam o café aos seus colaboradores e que, com a crise, estão a deixar de o fazer. Nesse caso, o OCS perde. Por outro lado, há também um aumento do número de pessoas a tomar as refeições nas empresas, o que potencia o consumo de café nesses locais". 

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