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19/12/2011 | Artigos

Entrevista com Joaquim Peliteiro, Administrador de A Super 2000

Hostel Vending Portugal

Joaquim Peliteiro, administrador de A Super 2000

Hostel Vending Portugal

Frota de A Super 2000

Hostel Vending Portugal

Nova linha de embalamento




 
HOSTELVENDING.com.pt

A Super 2000 é uma empresa que presta serviços de Vending, especializada no abastecimento de produtos alimentares e assistência técnica de máquinas automáticas de Vending e assume-se como uma empresa de referência no seu sector de actividade e na sua área geográfica de actuação, diferenciando-se por dispor de uma equipa técnica e meios capazes de satisfazer múltiplas solicitações neste vasto domínio.

Fundada em 1993, é considerada como a pioneira no abastecimento da distribuição automática no Norte do País. Desde então, a empresa prestou serviços em todo o tipo de colectividades (indústria, escritórios, hospitais, universidades e instituições públicas). O seu crescimento e a experiência fazem com sejam reconhecidos entre as empresas líderes do sector. Para mais informações, poderá consultar o site oficial da empresa.

Em entrevista à Hostel Vending Portugal, Joaquim Peliteiro, administrador de A Super 2000, analisa o momento actual da empresa sem, no entanto, esquecer temas de importância vital para o sector como a questão do IVA ou a necessidade de uma associação nacional de venda automática.

-Contrariando a opinião generalizada em Portugal, segundo a qual os operadores de Vending são desorganizados, a A Super 2000 afirma-se pelo profissionalismo e organização que traz ao sector. É fácil lutar contra quem não cumpre as regras e negligencia a qualidade?

Em 2007 foi implantada a ISO9001 e desde 2009 a 22000.

A ISO9001 fez com que hoje a A Super 2000 seja uma empresa devidamente organizada internamente, sendo sempre uma mais-valia para os nossos clientes.

Obviamente que a certificação, principalmente a ISO22000, trouxe-nos novas exigências muito meticulosas e extremamente rigorosas, mas é com muito agrado que as cumprimos, oferecendo aos consumidores uma prova inequívoca de que podem e devem confiar nos nossos produtos e serviços.

Um dos objectivos da certificação, para além de nos diferenciarmos nesta vertente, seria também para entrarmos nos concursos públicos… havendo uma garantia da nossa parte que as outras empresas do ramo não tinham.

Infelizmente, quanto a esse aspecto a certificação ainda não é muito valorizada.

Respondendo concretamente à vossa pergunta, a nossa empresa não luta contra ninguém, nem mesmo contra aqueles que não cumprem com as regras. Preocupamo-nos connosco sempre em busca de melhorar e aperfeiçoar. Sabemos, porque estamos atentos, que existem empresas que pelo serviço que prestam e pela péssima qualidade dos produtos denigrem o sector. Compete-nos ser cada vez melhores e deixar que as entidades competentes façam o seu trabalho.

-De que forma a situação económica portuguesa condicionou a vossa actuação no mercado, aplicaram medidas de austeridade ou, pelo contrário, é no investimento que está a saída para a crise?

Crescemos sustentadamente, não descuramos os investimentos caso necessários. Temos noção da actual situação económica portuguesa, o que nos faz lutar, trabalhar cada vez mais em prol da nossa empresa e do nosso país. Privilegiamos a palavra "trabalho" em detrimento do facilitismo, não baixamos os braços, o nosso empenho é total e a satisfação ainda maior quando verificamos que os clientes nos felicitam pelo nosso serviço.

Na A Super 2000 estamos em constante processo de inovação. Para se ter uma noção, foi instalado o sistema de refrigeração nas viaturas há 6 anos, dentro da empresa tudo é informatizado, investiu-se no novo pavilhão, novas valências, novos equipamentos...

O novo pavilhão veio trazer-nos uma melhoria significativa nas nossas condições de trabalho. As instalações que tínhamos tornaram-se exíguas com o rápido mas seguro crescimento da empresa. Hoje podemos carregar todas as viaturas ao mesmo tempo, o que se torna muito mais prático e rápido.

Possuem já uma assinalável frota…

Sim, temos 70 viaturas, o que em si representa uma frota bastante grande, mas queremos mais. Neste momento, estamos a preparar o projecto para um novo espaço dentro do estilo daquele que possuímos actualmente e que nos permitirá acolher um maior número de viaturas. Temos um mecânico em permanência nas nossas instalações devido à extensa frota.

-Ainda a cheirar a fresco, as novas instalações da empresa prometem ser um trunfo importante na conquista do mercado. De que forma poderão elas ajudar a exponencializar o potencial de A Super 2000?

O novo pavilhão e o aumento significativo do nosso cais de carga e descarga, em conjunto com as novas salas (embalamento, refrigeração, armazém) e novas máquinas (máquina de lavar e desinfectar, centrifugadora de saladas, embalamento), tornam a empresa ainda mais competitiva a todos os níveis. A título de exemplo, a já de si nova sala de embalamento sofreu um investimento considerável. Foi equipada com uma nova linha de produção que permite embalar todas as sandes em pão de forma e a vácuo. É uma linha totalmente automática. O pão de forma começa a ser colocado numa extremidade e sai já completamente preparado e embalado. Prevemos que, até ao final do mês, tenhamos a máquina a trabalhar em pleno. Este novo dispositivo permitir-nos-á produzir 3 mil sandes por hora, cerca de 18 mil por mês, com a validade de 10 dias.

Temos, neste momento, 50 voltas: 46 na zona Norte do país, 3 em Aveiro e uma em Lisboa. Em Aveiro alugámos, há pouco mais de um mês, um pavilhão que nos permite uma maior logística.

-A A Super 2000 já iniciou a prestação de serviços de vending na área da Grande Lisboa depois de abranger toda a zona Norte com o seu serviço Pioneiro (pioneiro no abastecimento da distribuição automática no Norte). Que tipo de serviço poderá a capital esperar? Está prevista a inclusão de alguma novidade no serviço a ser prestado?

Poderá esperar a excelência e fiabilidade de um serviço organizado e de confiança. Apesar de ainda estarmos em fase experimental, temos já 100 máquinas na capital. O objectivo é efectivamente crescer, darmo-nos a conhecer, mostrar o nosso serviço, sermos reconhecidos. Queremos que as pessoas façam as suas pausas connosco… Quanto a novidades, a seu tempo saberão...

Poderia enquadrar na estratégia de A Super 2000 a aquisição de uma empresa?

Estivemos quase para o fazer este ano. Iria crescer de imediato quase 15%, mas, analisando os prós e os contras, acabamos por não o fazer.

-No mercado nacional de Vending, em que posição colocaria a A Super 2000? Nos três primeiros lugares?

Somos reconhecidos como tal mas o pódio não é a nossa luta. Interessa-nos mais a confiança, o agradecimento e reconhecimento dos nossos clientes e fornecedores. Se somos cotados como os primeiros é para isso que trabalhamos.

-As anunciadas subidas do IVA têm uma repercussão negativa na procura de produtos e serviços por parte do consumidor. De que forma a A Super 2000 tem enfrentado esta problemática?

Se reparar, a taxa, em Espanha, Itália e França, é reduzida para produtos alimentares de consumo imediato. Para nós, não!

Eu liquido IVA a 23% no café… Tive uma grande discussão com a DGCI (Direcção Geral de Contribuições e Impostos) em 1999. Consideram que o trabalho que eu faço não é uma prestação de serviços. Dizem que a minha empresa é transmissora de bens e, como tal, o IVA tem de ser igual ao da compra. A água e os sumos com gás, vendo-os a 6%, mas compro o café a 13% e devia vendê-lo a 13%.

O código do IVA diz que café em grão, verde, moído, misturas e outros sucedâneos estão sujeitos à taxa intermédia. Se lá estivesse discriminado a designação 'café bebido', eu teria liquidado todos estes anos IVA à taxa de 13%. É ou não é interpretação da lei?! Interpretam como se eu tivesse transformação. A lei diz que quando existe transformação tem de ser aplicada a taxa máxima de IVA.

Infelizmente, não existe legislação adequada ao nosso sector.

-Tentou expor o problema às entidades governativas?

Sim, conseguimos, em 2008, falar com um secretário de estado que nos prometeu fazer chegar o nosso problema às pessoas indicadas para análise, mas até ao momento nada. Fizemos várias exposições aos serviços competentes e as respostas foram sempre iguais… Nada!

Sabendo que, em Espanha, o Vending paga 8% de IVA, em Itália 4%, em França 5,5% e em Portugal 23% a partir de Janeiro de 2012, percebemos, então, que temos um grande problema entre mãos. Isto representa, acima de tudo, uma grande injustiça para as empresas.

Através do associativismo, os espanhóis ultrapassaram este tipo de problemas. Infelizmente, em Portugal não há ninguém, não há nenhuma legislação. Fiz muito barulho junto das entidades competentes, consegui entregar-lhes documentos da ANEDA, da NAVSA e da CONFIDA e até à data silêncio...

-Na ausência de uma associação que defenda e dê a cara pelas empresas do sector (longo período de incerteza associativa), sentem-se desprotegidos ou em posição desfavorável, p.ex., na interlocução com entidades governativas? O problema que acabou de descrever insere-se nessa problemática…

Entrei para a Associação em 1996, saí, surgiu uma nova direcção, voltei a associar-me, estive lá um ano, mais uma vez nada foi feito, saí…Posteriormente, voltámos a associarmo-nos devido à pessoa que entrou para a direcção entretanto… Solicitei uma vez mais o tratamento urgente da questão do IVA. Todos foram saindo e nada se resolveu.

Poderíamos ter uma boa associação, com elementos sem interesses directos no sector, porque todos os contactos que na altura chegavam à APVA foram para o mesmo lado…

Terá de ser uma pessoa completamente externa ao sector mas que o entenda, que o perceba sem sucumbir a interesses particulares. Construir uma associação à imagem da congénere espanhola (ANEDA) ou francesa (NAVSA). Neste momento, estou a ponderar seriamente filiar a A Super 2000 na Associação Hoteleira. São mais organizados, mais dignos e interventivos, embora, apesar de tudo, sejamos um concorrente directo das empresas do sector.

-No sector do Vending, as empresas encaram as feiras internacionais como uma oportunidade de promoção dos seus produtos e estabelecimento de novas parcerias empresariais. De que forma a A Super 2000 olha para estes eventos?

Não participamos como empresa. Normalmente, vou a título pessoal porque as novidades recebo-as 'aqui em casa e em primeira mão'. Vou lá apenas para rever amigos e tendências do mercado.

Tenho por hábito visitar as feiras que se realizam em Madrid mas a mais interessante é, em meu entender, a de Itália. Novidades… Agora, os fabricantes trazem-me as novidades a casa.

Tenho que vos confessar que se me perguntassem à 18 anos se eu, um dia, pensaria chegar à posição em que estou hoje, eu responderia que não. Fui um felizardo, tive sorte. Apesar de ter trabalhado muito, também sei que a sorte procura-se e eu procurei-a.

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