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24/01/2012 | Artigos

Entrevista com Artur Conde, director-geral da Hotvending

Hostel Vending Portugal

Dr. Artur Conde, director-geral da Hotvending

Hostel Vending Portugal

Loja Automática 24 Horas de Valadares




 
HOSTELVENDING.com.pt

Em entrevista à Hostelvending Portugal, o Dr. Artur Conde, director-geral da Hotvending, representante oficial Necta para a zona norte de Portugal, expôs as dificuldades que afligem o sector, mas também as tendências, desafios e oportunidades emergentes que o tornam num negócio bastante atractivo e rentável.

Numa interessante e lúcida abordagem, falou-nos, ainda, das vantagens inerentes ao vending e do seu mais recente projecto das Lojas Automáticas 24H. Com este conceito, pioneiro e inovador no território nacional, a empresa vem radicalizar algumas das vantagens que se associam, normalmente, ao Vending dito tradicional: a comodidade, a conveniência, a acessibilidade e a disponibilidade, entre outras. Enquanto que, na maior parte dos casos, as máquinas de venda estão acessíveis praticamente só em espaços fechados (escolas, hospitais, aeroportos...), colocando constrangimentos ao nível do horário de funcionamento, com esta criação, os consumidores não têm de se sujeitarem àquelas limitações. 

- A Hotvending representa exclusivamente a marca Necta no mercado português -Zona Norte. Qual é a posição assumida no mercado?

A Necta, sob a representação da Hotvending em território nacional, mais concretamente na área geográfica que se estende desde o norte até Coimbra, que conta com pouco mais de 4 anos de existência, possui uma posição muita sólida e consolidada, traduzida, em termos objectivos, na detenção de cerca de 65% do mercado do vending dentro da referida circunscrição.

- Quais são os seus desafios imediatos?

Os desafios lançados à Hotvending e, em especial, ao vending nacional, embora sejam actuais, já remontam ao passado. Devido aos preços de venda muito reduzidos e apertados, os operadores nacionais têm-se debatido com sérias dificuldades no redimensionamento do seu parque de máquinas. Na verdade, temos vendido máquinas em menor número. Dado que não somos só agentes oficiais da Necta em Portugal, contamos manter as nossas bases de facturação graças à representação que fazemos de alguns produtos que se associam ao vending. Além das marcas desenvolvidas essencialmente por nós, representamos outras, oriundas tanto do mercado nacional como do internacional, que possuem produtos direccionados ao sector, como os que são destinados às máquinas de bebidas quentes da Ristora

- A Hotvending inaugurou, recentemente, a 3.ª loja automática 24 Horas. Em função de características muito específicas do mercado nacional de Vending, crê no potencial de crescimento deste tipo de serviço?

Em termos objectivos, nós somos, de facto, pioneiros neste tipo de projecto. Contamos, de momento, com 3 lojas desta natureza, sendo que todas elas ostentam características e particularidades distintas, além de que estão implantadas em locais populacionais diferentes, com o propósito de conseguirmos avaliar e determinar a capacidade e viabilidade financeira do negócio. Ainda que em fase experimental, este projecto possui objectivos bem definidos. Contrariamente ao que seria de supor, não é nossa intenção sermos operadores de vending, mas sim alertar e sensibilizar os operadores e investidores em geral para o facto de que se adivinha para o 'vending público' um futuro muito risonho e promissor, ainda que, para já, se revele pouco desenvolvido e significativo no nosso país.

- Qual foi a principal razão que esteve na sua origem?

À semelhança de outros negócios, o vending foi projectado para exibir e denotar "características sociais", o que explica, em parte, por que razão os preços de venda se destacam por não serem muito altos. Em função das mesmas propriedades sociais, o vending recusa-se a fazer reflectir o aumento dos custos e da carga fiscal nos preços ao consumidor final. Devido à retracção das nossas margens de lucro e ao impressionante progresso do vending público numa grande parte dos países europeus e não só, consideramos que a aposta neste novo modelo de vending nos trará óbvios benefícios.

- Como tem sido a reacção dos consumidores portugueses?

A primeira reacção foi de profunda admiração, porque nem apresentamos características específicas dos operadores de vending, nem possuímos estruturas suficientes para isso. É provável que vá haver um despertar de muitos operadores para este tema. Aliás, muitos começam, hoje, a equacionar seriamente essa possibilidade e oportunidade de negócio. Algumas parcerias que fizemos estão a aparecer e várias pessoas têm demonstrado interesse na instalação deste tipo de estabelecimento. De facto, se o vending em Portugal está, na sua generalidade, vocacionado para a oferta de produtos alimentares, o vending público proporciona uma oferta muito mais variada, interessante e diversificada, ajudando a optimizar a rentabilidade do negócio. Numa ida a Espanha, apercebi-me, entre várias coisas, que os produtos eróticos são dos itens mais requisitados pelos consumidores. Esperamos, realmente, que este projecto marque o início de um negócio com vasto potencial. Neste caso concreto, iremos operar no país inteiro. 

- Enquanto operador exclusivo deste tipo de serviço no território nacional, poderá enumerar que vantagens competitivas agrega à oferta da distribuição automática existente?

As vantagens competitivas são imensas. Em primeiro lugar, basta reparar que, comparativamente ao canal Horeca (bares, restaurantes, cafés), o vending apresenta preços que são, por norma, metade dos praticados naquele. Em segundo lugar, importa reter que, diferentemente do vending tradicional, em que os preços estão tabelados e que vive uma certa estagnação, esta nova modalidade inclui entre as suas principais vantagens o facto de permitir, de certa forma, inflacionar os preços, sendo que isso irá conferir-nos, inegavelmente, uma rentabilidade muito maior. 

Na sequência da pressão exercida sobre as instituições escolares no sentido de se adoptarem programas de alimentação saudável, foram impostas severas restrições e interdições à comercialização de inúmeros tipos de produtos (nomeadamente, os com maior teor calórico) dispensados pelos dispositivos de vending. Sabemos que isto não é factor suficiente para dissuadir o seu consumo, visto que os mais jovens optam, como resposta, por sair da escola para comprá-los. As lojas automáticas 24H são, neste contexto, da máxima importância. Além de estarem aptas para vender aqueles produtos, podem fazê-lo a um preço de valor acrescentado superior, o que irá trazer-nos, conforme indiquei, uma maior rentabilidade. Mas as vantagens inerentes a este novo serviço não se esgotam nisto. Enquanto os profissionais a operar nas escolas têm de pagar uma comissão para poderem fazê-lo, os que decidem, em alternativa, optar pelo aluguer de uma loja no exterior, isto geralmente por valores relativamente reduzidos, acabam por obter uma rentabilidade maior. 

Além disto, esta opção permite-lhes ainda desviarem-se dos confrontos concorrenciais. Se, numa determinada escola, surgir um operador a pagar um valor de comissão superior, é natural que o que lá está venha a ser substituído, ao passo que, no que diz respeito ao aluguer, em que o ponto de venda é da sua exclusiva e inteira direcção e imune a qualquer ameaça de concorrência daquela natureza, só em caso de não liquidação do valor da renda é que será forçado a abandonar o recinto. Em suma, a situação em instituições é mais frágil e vulnerável perante condicionamentos dessa ordem.

- Tendo estado presente no evento Expovending & Office Service 2011, realizado entre os dias 23 e 24 de Outubro, no Brasil, como encara o mercado brasileiro de vending? 

O ter vivido no Brasil, durante 12 anos, permitiu-me, não só perceber e conhecer melhor o mercado brasileiro, mas também interessar-me por ele. Quando se realizou, há seis anos, a primeira edição da Expovending, senti uma particular curiosidade em inteirar-me do estado em que se encontrava o sector. Apercebi-me de que o negócio da distribuição automática no Brasil estava em acelerada ascensão. Os operadores que possuem capacidade de investimento estão a colocar máquinas por todo o lado. Para que se compreenda melhor, atente-se na seguinte comparação: o maior operador de vending em Portugal é, de facto, a Super 2000 e eu cheguei a ver uma empresa, localizada numa cidade do interior de São Paulo, com o mesmo número de máquinas. 

O conceito sentiu naturais dificuldades de penetração. A criação de negócio esteve, de início, dependente, por um lado, da importação de equipamentos e, por outro, da homologação por parte de uma instituição brasileira creditada. Estavam criados, assim, alguns problemas óbvios. Mas, hoje, o negócio está em forte crescimento e expansão, sendo que uma das explicações aduzidas reside, sobretudo, no facto de o povo brasileiro ser um povo consumista. Admito, porém, em tom de ressalva, que o sector irá passar, provavelmente, pelo mesmo que está a acontecer cá.

- Poderia fazer-nos um balanço da sua participação no certame?

Em relação a eventuais novidades ou evoluções tecnológicas, não encontrei nenhuma. No entanto, verifiquei estar-se diante de um mercado agressivo e bem organizado. Aliás, conversei com o presidente da Associação Brasileira de Venda Automática (ABVA) e tive a oportunidade de confirmar que ela, em matéria de organização, apoio e dedicação ao sector, é exemplar e motivo de aplauso. 

Além disto, tenho de referir que, em virtude dos anos que lá vivi, tive a oportunidade de constatar que o Brasil, em determinadas alturas, demonstrou uma preocupação de protecção à indústria nacional. Nesta lógica, há a destacar que neste momento está a colocar, de certa forma, algumas restrições à importação de equipamentos no sentido de fomentar a sua indústria.

O balanço que faço ao certame é positivo, devido, principalmente, ao conhecimento adquirido acerca do mercado do vending no Brasil. Cheguei, aliás, a encontrar-me, durante a Vendibérica, com três operadores com quem estabeleci contacto na Expovending. Um deles acabou mesmo por dirigir-se à Necta com a intenção de que fosse instalado, no Brasil, um sistema telemétrico de controlo. No fundo, o que de mais de significativo ocorreu foi o aprofundamento do conhecimento do mercado. 

Ponderando as várias oportunidades de negócio que poderíamos encontrar nesse país, num mercado que é hoje imensamente globalizado, decidi acorrer a esse evento para avaliar a possibilidade que teríamos quer de enviar para lá alguma coisa, quer de trazer de lá. Estamos, de momento, a fazer uma análise ao que lá se passou, a manter contactos e iremos aguardar para ver qual será o seu desenlace.

- A Hotvending prevê, a breve prazo, lançar algum novo produto/projecto e como pretende manter a posição conquistada?

Devido às circunstâncias actuais, não estamos vocacionados unicamente para o que denominamos de vending tradicional, procurando descobrir outros nichos de mercado. Desde há algum tempo, a Hotvending, em virtude da diminuição registada ao nível da venda de equipamentos, teve impreterivelmente de inovar. Não só diversificámos ao nível da venda de outros produtos conexos ao vending, mas também em matéria de dispensers para hotéis, ou seja, aquelas máquinas destinadas à preparação de pequenos-almoços. Convém assinalar que estamos a fazer uma grande aposta neste âmbito. Posso adiantar que a rede de hotéis ParkHotel foi dotada com os nossos equipamentos de vending. Além de tudo isto, há uma questão que é extremamente importante quando se trata da venda de equipamentos: o pós-venda. Neste contexto, estamos a inovar em matéria de métodos de assistência técnica e de recuperação de peças, tendo criado, há pouco tempo, um departamento destinado à reparação de peças e de produtos electrónicos, sob a direcção de uma pessoa devidamente especializada. Vamo-nos especializando, em função das necessidades e carências do mercado, por forma a assegurar um serviço de maior qualidade e mais abrangente. 

Em matéria de inovações tecnológicas, estamos a desenvolver um projecto de gestão telemétrica dos equipamentos. Em resumo, todo o nosso esforço passa por criar e inventar situações que ajudem a manter o nosso negócio. 

- O ano de 2012 traz consigo a introdução de mais medidas de austeridade, de entre as quais se destaca a subida da taxa do IVA. Que impacto espera que isto venha a ter no desempenho e resultados do sector do Vending em Portugal?

Tenho vindo a alertar nos últimos dois anos para o facto de que está a desenvolver-se, dentro do nosso sector, o movimento de desaparecimento ou absorção de algumas empresas de menor capacidade. Acredito e afirmo que as de maior capacidade, por possuírem um poder de compra superior, conseguem comprar produtos a preços mais reduzidos. É óbvio que isto não soluciona completamente os problemas e constrangimentos decorrentes dessas medidas, mas irá, pelo menos, atenuar o previsível impacto. Uma vez que os preços praticados, até ao momento, são muito reduzidos, julgo que se não houver uma subida adequada dos mesmos, já não digo para valores acima do valor real, mas capaz de suportar as alterações ao nível dos impostos, vai tornar-se muito complicado enfrentar o próximo ano. Independentemente dos impostos, era já inevitável efectuar alterações nos preços.

Em termos de consumos, está a verificar-se, desde o início do ano, uma redução. Além disto, multiplicam-se os despedimentos e as empresas estão a reduzir custos. Num processo que já dura há algum tempo, empresas que até suportavam os custos relacionados com o fornecimento de serviço de café aos próprios empregados deixaram de o fazer. 

As margens para os operadores estão, nesta altura, de tal forma esmagadas que a capacidade de reinvestimento em equipamentos, que é preciso fazer, está a diluir-se. Nota-se, desde o último ano, o esforço da parte dos fornecedores em diminuir margens por forma a conseguirem sobreviver, mas acho que chegamos quase ao limite do suportável. Insisto que se não houver um pequeno aumento no preço final dos produtos, vão surgir, com certeza, problemas graves. 

- Como é que acha que os operadores e profissionais do sector deverão reagir para contornar os constrangimentos daí decorrentes?

O vending em Portugal foi criado, em boa verdade, quase de uma forma social. Apesar de encarado sempre como um negócio marginal e social, que tem de ser barato, discordo de que assim seja, na medida em que as coisas têm os seus custos e implicam os seus investimentos.

Acho que sem um pequeno ajustamento dos preços o negócio perde estabilidade e viabilidade, embora se mantenha um negócio muito atractivo graças a uma característica quase exclusiva: a liquidez. A moeda cai e só depois é dispensado o produto seleccionado.

Não me canso de sustentar que uma das soluções para os problemas do sector passa por promover uma alteração dos preços de venda, porque estes são preços sociais e, portanto, difíceis de comportar. Para uma maior elucidação, repare-se que uma Coca-Cola custa entre 55 e 60 cêntimos numa máquina de venda, ao passo que, num café, tem um custo, no mínimo, de um euro. Paralelamente, o preço médio do café nas máquinas oscila entre os 25 e 30 cêntimos, enquanto que na restauração custa entre 60 e 65 cêntimos. Há, portanto, uma enorme discrepância. 

Uma vez que os equipamentos de vending são equipamentos de valor muito elevado, caso não sejam devidamente rentabilizados, de nada vale o investimento feito. A compressão das margens tem de ser revista necessariamente para que se consiga rentabilidade. Caso contrário, os operadores continuarão a sacrificar-se.

- No clima de incerteza associativa em que o sector parece encontrar-se, como é que julga que ele poderá fazer valer e defender os seus interesses?

Estando ligado à associação, encaro-a como sendo uma questão muito pertinente. Quando fui convidado para integrar a associação, aceitei com toda a boa vontade e fiz algum esforço no sentido de que houvesse algum entendimento entre os maiores operadores. 

No entanto, acabei, depois, por constatar uma falta de interesse dos operadores em se associarem. São vários os motivos apontados para isso. O facto de continuarmos, desde há doze anos, a vender o café a um preço a rondar os 25 cêntimos só vem provar que o sector não se tem fortalecido. Notei que não houve grande interesse, ou seja, cada um preocupou-se em defender o seu interesse e não o corporativo ou colectivo. Acho que deveria haver um organismo que pudesse agregar todos os operadores, tomando-se como exemplo a congénere associação brasileira, que demonstra maior força, organização e vitalidade, mesmo num mercado que, por comparação com o nosso, é muito mais recente. Julgo que é o momento oportuno para os operadores se reunirem no sentido de reactivar o movimento associativo.

- Tendo estado presente em diversos certames, que novidades mais o surpreenderam? Quais são as tendências em voga e que desafios se adivinham?

Em relação àquilo que vejo, estamos a assistir, em Portugal, a um movimento interessante, não em termos de vending, mas sim de Office Coffee. O português está cada vez mais a tomar o seu café em casa, não sendo já preciso sair para tomá-lo.

O Office Coffee é um negócio em crescimento e, portanto, quando nos reportamos a feiras de vending, no caso concreto, à Vendibérica, temos de destacar, fundamentalmente, 3 segmentos distintos: o vending, o office coffee e os produtos associados. 

Deparei-me com uma feira extremamente organizada. No que diz respeito a novidades em termos de equipamentos, posso adiantar que não houve grandes diferenças nem avanços tecnológicos de monta face ao que já existia. A própria Necta lançou dois equipamentos novos que mais não são do que somente uma versão aperfeiçoada dos anteriores. Apesar de apresentar um grupo de café um pouco mais rápido, um visual diferente, mais capacidades, é justo dizer-se que não denotam características revolucionárias e singulares. 

Notei algumas melhorias e aperfeiçoamentos em alguns equipamentos, no caso concreto, de vending público, que é um sector em que estamos a apostar sobremaneira. Embora sejam incorporados mais contentor, menos contentor, mais capacidade, menos capacidade, isso não são aspectos que constituam, por si só, novidades estruturais a tal ponto que nos deixem boquiabertos e impressionados. A meu ver, não há muito mais a inventar. É evidente que, como em todos os domínios, há sempre algumas melhorias e aperfeiçoamentos realizados, mas nem sempre traduzindo rupturas tecnológicas revolucionárias. 

Constato que onde tem havido um maior aperfeiçoamento é ao nível dos sistemas de controlo do próprio negócio.

No caso do vending, o que tem de ser aprimorado, e isso é da máxima importância, é a qualidade do serviço, aliada, também, à qualidade do produto. Considero que este é o caminho indicado para que o negócio se torne muito mais rentável. 

Em Portugal, a rentabilidade dos operadores é calculada, por exemplo, em função da rentabilidade das rotas e dos onerosos custos de reposição dos produtos, uma vez que alguns produtos com prazo de validade muito reduzida têm de ser substituídos diariamente, contrariamente ao que acontece na maior parte dos países, em que são produzidas, a título de exemplo, sanduíches com prazo de validade de 13 a 14 dias.

Julgo que alguns operadores passaram a adaptar a sua oferta aos preços de venda praticados, o que veio a ter repercussões óbvias ao nível da qualidade assegurada. Para se produzir um produto de qualidade, é preciso comportar determinados tipos de custos. Caso sejam reduzidos, é inevitável que a qualidade virá a decair vertiginosamente. 

Uma das principais premissas é, com efeito, a qualidade do serviço, aliada à qualidade e diversificação do produto. 

- Princípio de ano é a altura ideal para, ao mesmo tempo, fazer o balaço do ano anterior e planificar estratégias e delinear objectivos para o novo. Como avalia o ano que terminou e que planos alimenta para 2012?

O ano que acabou foi já um ano difícil para o nosso sector. A Hotvending, em virtude das medidas tomadas com vista a diversificar os negócios e a não ficar direccionada apenas para o vending tradicional, conseguiu apresentar um volume de facturação não muito distinto do ano anterior. Tendo em conta o ano complicado que foi o de 2011, já nos damos por satisfeitos.

Ainda que o ano de 2012 seja para nós, até ao momento, uma incógnita, estamos dispostos e apostados, realmente, no desenvolvimento deste projecto das Lojas Automáticas 24H, prevendo, dentro em breve, firmar alguns negócios. Isso não significa, porém, que vamos descurar os restantes negócios em que estamos envolvidos. Vamos ver como decorre este primeiro mês e apurar a ressonância do novo negócio. 

Estamos em negociações para fechar um negócio destinado a colocar cerca de 40 máquinas de snacks em Angola, que são produtos que não existem lá. São tudo negócios que temos de equacionar neste mercado global se quisermos sobreviver. 

Além disto, importa ressaltar que temos uma parceria com a Associação das Pequenas e Médias Empresas de Portugal, na qual se desenvolvem alguns projectos e aparecem investidores, alguns deles interessados nas nossas Lojas Automáticas 24H.

Ficou-nos, em suma, o testemunho de alguém que, acreditando nas potencialidades do sector, jamais se recusa a explorar as oportunidades de negócio que nele se encerram. 

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