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01/06/2013 | Artigos

Café & Saúde

Hostel Vending Portugal

Foto: Mike Petrucci, flickr.com




 
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O café, tal como hoje o conhecemos, é a segunda bebida mais consumida em todo o mundo, superada apenas pela água. No entanto, prevalece ainda alguma ignorância e incerteza sobre os seus reais efeitos para a saúde.

Até há bem pouco tempo, prevalecia a ideia generalizada de que o café trazia inúmeros malefícios à nossa saúde. Nos últimos anos, porém, têm-se multiplicado as investigações que não só avaliam as propriedades do café, como também identificam e enumeram os benefícios da sua ingestão moderada e regular para a saúde do consumidor atual. Se o prazer e deleite que esta bebida proporciona não é novidade para ninguém, os inúmeros benefícios para a saúde ainda são ignorados por alguns.

Hoje, tanto no trabalho como no conforto do lar, é possível desfrutarmos de uma das bebidas mais saborosas e apreciadas em toda a parte. Como hábito quotidiano largamente enraizado na sociedade, o tomar café é um prazer que já não nos atrevemos a dispensar.

Além da cafeína, o café integra outras importantes substâncias, como vitaminas, minerais e antioxidantes, que fazem dele um precioso aliado para a saúde.

Entre as investigações realizadas, muitas delas põem em relevo as vantagens estéticas do consumo de café. Apesar de ser um dos produtos mais transacionados em todo o mundo, ainda não é muito significativa a presença de produtos de beleza que incorporem na sua composição o café. Pese embora, estão já disponíveis no mercado alguns produtos de beleza que foram desenvolvidos tendo em consideração algumas das conclusões dos estudos sobre este produto. Devido à elevada concentração de substâncias antioxidantes, que neutralizam a ação prejudicial dos radicais livres, responsáveis por causar o envelhecimento da pele, o café constitui um alvo muito apetecível para a indústria cosmética. 

Estudos recentes levados a cabo pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos assinalam que o óleo do café verde é um dos antioxidantes de origem vegetal mais eficazes do mundo, suscetível de combater o envelhecimento da pele, suavizar a textura do rosto e atenuar os efeitos causados pelos radicais livres. Os benefícios provenientes do extrato do fruto atribuem-se, fundamentalmente, à presença de polifenois e flavonoides, dois antixodiantes que, em conjunto, contribuem para a diminuição do surgimento de pés de galinha, sulcos em redor da boca e manchas na pele. De fato, a ampla concentração de flavonoides ativa a proteção natural da pele. 

Entre outros benefícios recentemente descobertos, a vasta concentração de cafeína no café estimula a redução de gordura corporal. Além disto, o café é um poderoso auxiliar no tratamento da queda capilar, através da estimulação da circulação sanguínea. De acordo com muitos outros estudos publicados, o consumo de café pode, nomeadamente: reduzir o risco de desenvolver diabetes de tipo 2 em 25%; diminuir o risco de demência; atenuar a probabilidade de contrair doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancros; reduzir o risco de cirrose, favorecendo o bom funcionamento da vesícula; diminuir a absorção de glicose no intestino, contribuindo para o controlo do peso; minimizar o risco de desenvolver gota em 40%; assim como reduzir o risco de demência. 

Interessa relembrar que, na mesa redonda realizada por ocasião da Madrid Fusión 2013, importante evento de gastronomia celebrado no passado mês de janeiro, na Espanha, participaram especialistas de notável prestígio a nível nacional. Um dos presentes foi Pilar Riobó, doutora em Medicina e Cirurgia e especialista em Endocrinologia e Nutrição, que aproveitou para realçar as propriedades benéficas do café. Entre os efeitos na saúde, ela incluiu as vantagens produzidas no sistema digestivo, em particular na menor incidência de algumas doenças mais frequentes do fígado e da vesícula biliar.

De igual modo, alguns estudos de natureza epidemiológica acentuam uma menor incidência de doenças neurodegenerativas, como Parkinson ou Alzheimer, entre os habituais consumidores de café. Num estudo promovido por cientistas da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, foi referido que pacientes de Parkinson podem ter uma melhoria nas capacidades motoras ao consumirem pílulas de café.  

A crer em algumas pesquisas epidemiológicas divulgadas em publicações internacionais de relevo, o consumo diário de até quatro chávenas de café está associado diretamente a uma maior longevidade e maior sobrevivência da população geral, estando comprovado que reduz o risco de padecer de várias doenças. Entre outras conclusões, os estudos apontam que o consumo do café está associado a uma menor mortalidade devido a doenças cardiovasculares. Em particular, algumas pesquisas relacionam o consumo de café com a proteção contra diabetes e hipertensão, dois fatores associados ao surgimento da doença cardiovascular. 

Na mesma direção, investigadores do Centro Médico Beth Israel, hospital ligado à Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluíram que o consumo moderado de café pode traduzir um risco até 11% a menos de contrair insuficiência cardíaca. Muito concretamente, este estudo foi publicado no periódico Circulation: Heart Failure, uma publicação da Associação Americana do Coração.

Mas se os vários estudos acentuam, por um lado, o menor risco de contrair doenças cardíacas em pessoas que tomam café de forma moderada, por outro lado, não deixam de advertir para o facto de um consumo exagerado trazer efeitos adversos para a saúde. 

Uma evidência muito significativa na atualidade é a fraca hidratação das populações. Para a reposição dos níveis necessários de líquidos no organismo, diversos estudos recomendam o consumo de água, mas também de outras alternativas igualmente válidas, como é o caso do chá, sumos e café. Uma vez que o café é composto maioritariamente por água, esta bebida converte-se, efetivamente, numa fonte adicional de líquidos para o organismo.

Manter um nível adequado de hidratação é absolutamente fundamental para o nosso rendimento cognitivo, não só melhorando a realização das tarefas físicas e mentais, mas também trazendo uma maior perceção de bem-estar. Muito recentemente, porta-vozes do Instituto Europeu de Hidratação (EHI) assinalaram a conexão estabelecida entre a ingestão de líquidos e a produtividade e rendimento laborais. 

Como um dos principais compostos do café, a cafeína pode reduzir as probabilidades de os idosos desenvolverem a doença do Alzheimer, segundo uma pesquisa realizada nas universidades do Sul da Flórida e de Miami, nos Estados Unidos, cujos resultados foram publicados no periódico Journal of Alzheimer's Disease. Segundo o neurocientista e coordenador do estudo, Chuanhai Cao, as conclusões "sugerem que idosos que consomem mais cafeína não desenvolvem a doença de Alzheimer ou apresentam a demência com um atraso substancial". É de referir que existem mais de 26 milhões de pessoas em todo o mundo que padecem desta enfermidade, sendo previsível uma subida num futuro próximo, devido ao envelhecimento da população. 

De acordo com um novo estudo da Universidade de Medicina da Grécia, o café da Grécia causa impacto positivo ao nível da longevidade, ajudando as pessoas a viverem para além dos 90 anos.

Como na maioria dos estudos, as conclusões obtidas não significam que o consumo de café elimina por completo os riscos de doença, mas, pelo menos, ajudam a reduzi-los ou a retardar o seu aparecimento. Como bebida barata, facilmente disponível e acessível, mas também com poucos efeitos colaterais para a maioria das pessoas, o café é uma saudável opção de consumo.

Paralelamente, o consumo responsável de café tem outras repercussões positivas na saúde. Além de otimizar o rendimento cerebral, promove a capacidade de atenção, aprendizagem e memória.

A par das vantagens para a saúde física, conhecem-se múltiplos benefícios de ordem mental.

Diariamente, milhões de pessoas tomam pela manhã o seu café para se manterem despertos. Além de ajudar a reduzir a perceção de sonolência, o composto da cafeína incrementa o rendimento cognitivo, particularmente em estados de fadiga, bem como a nossa capacidade de atenção e concentração. Muito significativo, a ingestão de café melhora as emoções e estados de ânimo subjetivos. 

Em bom rigor, entre as razões que justificam a forte adesão a este hábito de consumo, incluem-se, como é de supor, para além do sabor e aroma, as propriedades estimulantes e revigorantes do café. 

Efeitos adversos associados à cafeína, como a tendência para aumentar a ansiedade, a tensão ou o nervosismo, são visíveis apenas em casos de consumo exagerado ou se os consumidores exibirem vulnerabilidade ao aparecimento destes sintomas. Além disto, o ritmo do processo metabólico da cafeína difere de indivíduo para indivíduo, resultando em efeitos mais duradouros e intensos nuns casos por comparação a outros. 

Se muitos falam em 'vício' de cafeína, não podemos considerar que ela faça parte dessa terminologia, havendo evidências científicas suficientemente válidas que determinam que o consumo moderado de cafeína é um hábito e não um vício, com amplos benefícios reais em nossa saúde.

No mercado empresarial onde o OCS (Office Coffee System) tem muito potencial por explorar, a instalação de serviços de café contribui para melhorar o grau de motivação, entusiasmo, a satisfação e o clima laboral. Para a maioria dos funcionários, café à disposição é um dos benefícios sociais mais valorizados no contexto laboral. Além disto, a 'pausa para café' ajuda a transformar momentos de descanso, lazer e relaxamento em proveitosos encontros de networking.

Muito pormenorizadamente, na pesquisa Workonomix, promovida pela Accounting Principals, foi sugerido, entre outros dados, que 22% dos trabalhadores americanos inquiridos gostariam de ter melhor café nos escritórios/locais de trabalho, reconhecendo, aliás, que simples prazeres como o café poderiam ajudá-los a manterem-se mais entusiasmados e satisfeitos.   

Na mesma direção, uma recente pesquisa promovida pelas empresas Dunkin'Donuts e CareerBuilder divulgou as 10 classes profissionais que mais ingerem café no local de trabalho. Entre as principais evidências, ficou demonstrado que o café assume vasta preponderância no local de trabalho, contribuindo para manter o estado de vigilância e o entusiasmo dos funcionários. Em particular, 43% dos que consomem café referiram ter menor produtividade se não tomassem uma chávena desta bebida.  

Por último, refira-se que o café é um elemento socializador. A este respeito, façamos alusão às atuais cafetarias, onde, para além de o consumirem, as pessoas se reúnem para discutir ideias, conversar, conviver, ouvir música, assistir a espetáculos, entre outras coisas. 

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